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17.Nov - A acolhida por meio dos 7 sacramentos
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A acolhida por meio dos 7 sacramentos
A Igreja Católica faz parte da vida dos brasileiros. No Brasil, por ser um país predominantemente católico, ela exerce uma influência muito grande na vida das pessoas. É bem provável que a maioria das pessoas tenha alguma lembrança de momentos significativos de suas vidas que aconteceram no seio de nossa Igreja.

Por meio dos sete sacramentos, a Igreja se insere na vida das pessoas com intensidade e, o que para mim é mais importante, em momentos distintos e marcantes de suas existências. São nestes momentos que nós, fiéis católicos, temos a oportunidade de acolher com alegria a todas as pessoas que chegam (ou retornam) à Igreja.


Analisarei brevemente cada sacramento, para uma melhor compreensão de minha tese:


Batismo: Pais e padrinhos se preparam para oferecer a vida da criança a Deus. É neste momento que a criança “nasce” para o Reino de Deus e é inserida em nossa família-comunidade. O batismo é a grande celebração da vida! Vida alegre, esperançosa e cheia de significados para aquela criatura que acaba de vir ao mundo. Muitas pessoas, que não vêm à Igreja com frequência, participam desta cerimônia (geralmente à convite dos pais dos batizandos) e aí está uma grande oportunidade de os acolhermos, seja por gestos ou palavras, explicando-lhes, pedagogicamente, o belíssimo significado deste sacramento e, com habilidade, resgatando-lhes momentos marcantes de suas vidas.


Eucaristia: Esse sacramento nos propõe o “crescer” na fé. É o momento em que a criança recebe o alimento espiritual, que muito lhe ajudará em sua caminhada cristã. Um sacramento tão intenso quanto o batismo, a primeira Eucaristia é sempre lembrada com facilidade pelas pessoas. Eu diria que o bom uso das palavras proferidas pelo celebrante neste dia e uma homilia bem preparada, falando de coração para os corações presentes, passará a todos a certeza inconteste do milagre da transformação do pão e do vinho no Corpo e no Sangue de Jesus. Isto, sem dúvida, faz da celebração deste sacramento uma oportunidade ímpar de evangelizar as crianças que comungarão pela primeira vez e também os seus pais, os seus parentes e os seus amigos.


Confirmação ou Crisma: Na adolescência, na exuberância de nossas vidas humanas, voltamos ao pé do altar para confirmarmos o nosso sim, proferido por nossos pais e padrinhos no dia de nosso Batismo. Neste momento nos sentimos responsáveis por nossa decisão de confirmar o nosso sim a Deus e à Igreja. É interessante que esse sacramento acontece geralmente no momento que vivemos as grandes transformações de nossos corpos, do nosso jeito particular de ver o mundo e de nossos sonhos... E todos nós nos lembramos de fatos de nossa juventude com muita intensidade. Permitir que cada um dos presentes, durante a celebração deste sacramento, recorde momentos como o crisma em suas vidas, pode ser uma boa forma de fazer com que cada um que está ali somente “por estar”, redescobrir o grande sentido deste belo sacramento.


Reconciliação: Por meio das confissões, temos o conforto e o amparo de Deus frente à nossa pequenez. A Igreja é, sem sombra de dúvida, o maior “consultório psicológico” do mundo. Muitos católicos, após uma boa e sincera confissão, sentem-se mais leves por partilharem com alguém (que representa oficialmente o Criador) os seus anseios, seus problemas, seus pecados e dali saem renovados, pela certeza do perdão recebido. Ali, na intimidade com Deus, surgem oportunidades únicas de evangelização por meio de uma boa escuta e de conselhos adequados e abalizados para cada situação exposta pelo penitente.


Matrimônio: O momento mais significativo na vida de inúmeras pessoas é a hora do sim na celebração do matrimônio. O casamento é o maior evento social na vida dos casais e, ao mesmo tempo, um momento propício para o reencontro das pessoas com a Igreja (muitas vezes afastadas dela após serem crismadas). Este sacramento trará ótimas lembranças às pessoas que forem convidadas pelo celebrante, no momento das promessas dos nubentes, a renovar também as suas promessas proferidas quando se casaram. Ao renovarem estas promessas, as pessoas são induzidas a refletir sobre os muitos momentos que já passaram juntas: na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, respeitando-se mutuamente. Projetos, sonhos concretizados, dificuldades, fracassos e alegrias! Tudo isso passará como flashes nas mentes de cada um e neste momento emotivo, um bom convite ao regresso à Igreja e ao engajamento em alguma de suas pastorais, se bem ministrado e espontâneo, poderá surtir bons resultados.


Ordem: Assim como o matrimônio, a ordenação sacerdotal é uma solenidade rica e marcante para quem já participou de alguma. Pessoas que dizem sim a Deus e ao próximo: abdicando de muitas coisas de suas vidas para se dedicarem integralmente às causas da Igreja, são exemplos edificantes para todos nós: sejamos fiéis ou não. Se este sacramento não foi vivenciado pelo público em geral, ainda assim: quem conhece ou convive com um bom sacerdote, poderá se lembrar da importância da Igreja na vida dos filhos e filhas de Deus. Quantos corações não foram tocados em momentos intensos como o de uma ordenação? Eu mesmo já ouvi diversos testemunhos de padres que sentiram os seus chamados à vida religiosa, ao participarem de uma ordenação ou então pela convivência com santos e piedosos sacerdotes. Devemos ressaltar o sentido do servir e dar valor ao sacerdócio e ao sacramento da ordem.


Unção dos enfermos: Até nos momentos mais difíceis de nossa vida (ou ao término dela sobre a face da terra) a Igreja se faz presente. Por meio deste sacramento, somos tocados profundamente, pois ele sela a nossa unidade com Deus ainda em vida e reafirma todos os sacramentos anteriores dos quais já participamos. É uma gentileza da Igreja, por meio de seus sacerdotes, legítimos representantes de Cristo na terra, ir ao encontro dos doentes para lhes conceder a unção dos enfermos, confortando-os e preparando-os para um possível encontro definitivo com Deus Pai. Diante disso se aplicarmos este sacramento explicando o seu profundo significado às pessoas ali presentes (geralmente parentes e amigos mais íntimos), conseguiremos, neste momento delicado e doloroso, mostrar-lhes a presença marcante da Igreja em todos os momentos de nossas vidas!


Entretanto, mesmo diante da magnitude dos sacramentos católicos que acompanham a vida da criatura humana, do nascimento até a sua morte, o que vemos ainda, infelizmente, são situações de comodismo por parte de muitos ministros de nossa Igreja. Quantos batismos e casamentos são confiados a diáconos ou ministros não muito bem preparados, quando o próprio pároco poderia estar ali os presidindo? E quantas e quantas vezes os párocos não ministram estes sacramentos tão significativos para os fiéis de uma maneira fria, mecânica e sem entusiasmo. Por outro lado, quantas vezes, nós, fiéis cristãos, não subestimamos as pessoas que comparecem à Igreja somente em ocasiões como essas e as julgamos por suas atitudes inadequadas, sem percebermos que na verdade estes são realmente os leigos que precisam ser evangelizados e atraídos de volta para a casa do Pai. Muitas vezes, até os forçamos, de alguma maneira indelicada, a saírem logo daquele ambiente sagrado, nos esquecendo de que a Igreja é também a casa de todos eles...


Olhar os que estão mais distantes com paciência e lhes oferecer uma acolhida sincera é uma maneira de evangelizarmos, a exemplo do que Jesus que nos ensinou por meio da parábola do Filho Pródigo e pela do pastor das noventa e nove ovelhas que as deixou para buscar exatamente aquela única que se desgarrou do rebanho!


Acolher bem é realmente um desafio, mas vale a pena o aceitarmos, pois a chegada (ou o retorno) das pessoas à Igreja nos faz uma comunidade mais unida em busca de um projeto de vida mais humano, mais solidário e mais cristão, o que reflete diretamente numa melhora significativa de nossa vida em comunidade.


Pense nisso. Conversaremos mais sobre este tema no 17º Encontro de Marketing Católico. Eu espero você lá e prometo lhe acolher com amor cristão, como fez Jesus com a samaritana no poço de Jacó.


Fonte: Augusto Mariotto Kater

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