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17.Nov - O Marketing aplicado à Igreja Católica
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O Marketing aplicado à Igreja Católica

Desde que eu comecei a defender a tese da utilização do marketing em nossas atividades de Igreja já se passaram 16 anos e, graças a Deus (e ao bom senso de muitos), hoje o assunto já não surpreende por seu ineditismo, nem desperta polêmicas, como no passado. 


Já existem até oportunistas por este Brasil se arvorando em “marketeiros” da Igreja, tentando se aproveitar do momento propício, sem na verdade reunirem os conhecimentos básicos e essenciais (nem na área do marketing, muito menos no campo teológico e eclesial) para apontar caminhos seguros e confiáveis... Mas, como eu lhes dizia, felizmente, muitos já dissociaram a imagem errônea inicial de mercantilismo das atividades de marketing, entendendo-a em sua própria acepção: ir ao encontro das necessidades das pessoas.


Diante disso, diversas iniciativas foram tomadas por bispos, párocos e responsáveis por pastorais, comunidades e demais organizações de nossa Igreja, no sentido de detectar e compreender quais as expectativas das pessoas com relação aos serviços oferecidos a elas por nós, enquanto instituição eclesial ou ligada a ela (no caso de veículos de comunicação ou de outras instituições identificadas como de cunho católico), para, em seguida ir ao encontro destas expectativas detectadas. Estes entenderam objetivamente que a ferramenta básica do marketing é a pesquisa e o seu objetivo final é a satisfação completa das pessoas (“clientes”) envolvidas nas ações ou serviços a elas oferecidos e prestados. Entre um e outro (pesquisa e objetivos finais) temos o planejamento e a estratégia que, apesar de parecidos são ações distintas, apesar de interdependentes.


A PESQUISA


Quando falamos de pesquisa muitos se retraem por motivos diversos: uns acham que dados estatísticos não são confiáveis (pois não representam a opinião da maioria), outros afirmam que é muito difícil e complicado elaborar e tabular uma pesquisa, outros ainda temem os resultados que possam “obrigá-los” moralmente a mudarem muitas coisas “já tradicionais” (e, infelizmente, em nossa Igreja ainda existe um grande número de pessoas que têm pavor de mudanças e adoram o statu quo) e assim por diante.


Na verdade pesquisar nada mais é do que ouvir atentamente as pessoas, procurando identificar aquilo que lhes desagrada e o que as faria mais satisfeitas, tabulando em seguida as respostas e opiniões colhidas. Ora, amigos e amigas, a pesquisa é inerente ao cotidiano do padre que por meio do confessionário atinge o âmago de seus fiéis paroquianos! Nas confissões as pessoas se abrem sem restrições e põem para fora tudo o que lhes passa no íntimo de seus corações.


Diante disso é de se esperar que um sacerdote não encontre dificuldades em desenvolver uma pequena enquete para detectar o que seus paroquianos pensam ou sentem, por exemplo: do som da Igreja, da liturgia nas celebrações, da música nas missas, da homilia do celebrante, dos horários de missas, do funcionamento e atendimento da secretaria, dos sanitários, da iluminação, dos bancos, dos folhetos, do sistema de coleta ou do dízimo, etc.


Uma simples folha de papel - com algumas perguntas objetivas (no máximo dez) sobre os assuntos acima exemplificados, com quatro alternativas (diretas e diferentes) de respostas possíveis (a, b, c, d) como: sim, não, talvez, raramente e uma alternativa (e) para ser respondida por escrito, caso as alternativas propostas não correspondam com o que o entrevistado pense - é uma eficaz ferramenta de pesquisa, sem complicações. Compiladas as respostas, para uma certificação da coerência dos resultados com a opinião da maioria, basta o pároco, em assembléia (nas missas dominicais) ler o que a pesquisa apurou e pedir a manifestação dos presentes, se concordam ou não, levantando a mão.


Geralmente o resultado da pesquisa efetuada confere com a opinião da maioria dos fiéis. Identificado o problema (por meio da pesquisa), a segunda parte da ação de marketing será fazer um planejamento e, em seguida, desenvolver uma estratégia para se alcançar o fim pretendido, ou seja, atender aquelas reivindicações dos paroquianos levantadas na pesquisa, mas este é um tema para um próximo artigo.


Fonte: Antonio Miguel Kater Filho

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