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17.Nov - Troque a preocupação pela Esperança!
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Troque a preocupação pela Esperança!

Adotei como lema para a minha vida em mais um ano que se inicia. É um trecho da Palavra de Deus que na Carta aos Hebreus nos diz: “Não somos, absolutamente, de perder o ânimo para nossa ruína, somos de manter a fé para a nossa salvação!” Hb 10,39.


Isto significa, nada mais nada menos, que trocarmos as nossas preocupações cotidianas pela esperança na Providência Divina que é um dom inerente ao cristão! Preocupar-se é uma atitude humana (quase que automática e inconsciente) que adotamos à medida que crescemos e vamos, gradualmente, assumindo diversas responsabilidades: trabalhando, fazendo parte de uma família (ou mesmo constituindo uma), participando ativamente de um grupo social, de uma religião e assim por diante.


Sem que percebamos, o nosso tempo e os nossos pensamentos são inteiramente tomados por preocupações diversas que nos impedem de sermos verdadeiramente livres e felizes, como é a vontade de Deus Pai que no livro do profeta Jeremias nos diz: “Amo-te com eterno amor!” Jr 31,3.


Ora, queridos irmãos e irmãs em Cristo, nada mais forte e alentador do que esta declaração de amor de Deus por mim, por você que me lê e por todas as pessoas que vivem sobre a face da terra nos dias atuais. Declaração confirmada no livro do profeta Isaías onde vemos novamente Deus Pai assim se dirigindo a cada um de nós: “Porque és precioso(a) a meus olhos, porque eu te aprecio e te amo!” Is 43, 4.


AS NOSSAS PREOCUPAÇÕES NOS DISTANCIAM DE DEUS


Percebi que nossas preocupações cotidianas (a maioria delas com coisas materiais ou com os nossos relacionamentos humanos) nos afastam da Palavra e das promessas de Deus, nosso Pai, fazendo com que nos esqueçamos delas. Por esta razão, nos primeiros dias deste ano de 2011, debrucei-me sobre a Palavra de Deus e, de uma maneira particular, sobre os profetas que antecederam a Jesus Cristo, para rever e me lembrar de tantas promessas reais e concretas de Deus para a minha vida e para a minha família, muitas delas já concretizadas em diversas circunstâncias difíceis que enfrentamos e vivemos no passado.


Promessas que, tenho certeza, são extensivas a todos vocês que, assim como eu, cremos neste Deus que nos ama com um amor eterno: inesgotável e inextinguível! Ative-me mais ao profeta Isaías, considerado pelos teólogos e, particularmente, pelo povo judeu, como o maior de todos os profetas de Israel. Ninguém, mais do que ele, com exceção de Jesus, foi um canal da Palavra e das promessas de Deus aos israelitas e a toda a humanidade. Lendo-o pude constatar mais uma vez em minha vida, que as nossas preocupações são vãs se nós verdadeiramente cremos em Deus e n Ele depositamos a nossa confiança.


Diante disso, sempre que enfrentarmos fortes tribulações neste mundo, parecendo-nos as vezes que ele ruirá sobre nossas cabeças, devemos nos lembrar de que Deus um dia nos falou: “Mesmo que as montanhas oscilassem e as colinas se abalassem, jamais meu amor te abandonará e jamais meu pacto de paz vacilará, diz o Senhor que se compadeceu de ti!” Is 54, 10. Este amor compassivo e misericordioso de Deus por todos nós deve dissipar as nossas preocupações e despertar em nós a esperança que, como disse, é um dom gratuito de Deus a todos os Seus filhos e filhas por Ele amados indistintamente!


COMPREENDENDO O QUE É A ESPERANÇA


Esperança, irmãos e irmãs, é a união dos vocábulos espera e confiança. Logo esperança nada mais é do que uma espera confiante, ou seja, uma espera com confiança. Confiança que desenvolvemos porque sempre teremos Deus que nos ama ao nosso lado, independentemente das circunstâncias que estejamos vivendo.


Esperança confirmada pela palavra: “Não, nenhum daqueles que esperam em Vós será confundido.” Sl 24,3. Sim, este é o segredo para substituirmos as nossas preocupações pela esperança: esperar em Deus que nos ama e que somente quer o bem para mim e para cada um de nós que n Ele crê e procura Lhe retribuir este Seu imenso amor por nós, vivendo de acordo com os Seus mandamentos.


Confiança que devemos desenvolver cada vez mais e que nos é retribuída por Deus que, por Suas promessas, nos fala: “Bendito o homem que deposita a confiança no Senhor, e cuja esperança é o Senhor. Assemelha-se à árvore plantada perto da água, que estende as raízes para o arroio; se vier o calor, ela não temerá, e sua folhagem continuará verdejante; não a inquieta a seca de um ano, pois ela continua a produzir frutos.” Jr 17, 7 – 8.


Confiança que nos garante que suportaremos passar pelas tribulações e aflições deste mundo sem definharmos, porque Deus é a nossa fonte inesgotável de água viva que nos mantém firmes e fortes, mesmo durante os momentos mais difíceis que, certamente, enfrentaremos e já enfrentamos ao longo de nossas vidas. Confiança que retroalimenta a nossa esperança, mantendo-a viva até o ocaso de nossas existências sobre este mundo, como nos garante o Pai que nos ama: “Permanecerei o mesmo até a vossa velhice, sustentar-vos-ei até o tempo dos cabelos brancos; eu vos carregarei como já carreguei, cuidarei de vós e preservar-vos-ei.” Is 46, 4.


Esperança que é fortalecida por nossa fé, que nos faz crer naquele que é invisível aos nossos olhos, mas é perceptível por nossos corações e 100% sensível em nossas vidas por causa desta nossa fé cristã. Esperança que nos anima e afasta de nós o medo que o mundo enseja em nossos corações, fazendo-nos temer e vacilar nos momentos mais cruciais. Para isso Deus também tem para cada um de nós uma Palavra de coragem e segurança que diz: “Tem ânimo, não temas, não vacile o teu coração. Se não crerdes, não subsistireis.” Is 7, 4.9. A esperança está diretamente aliada à nossa crença em Deus, a esta nossa fé em Seu amor por nós! Sem fé não há esperança, pois esta é o seu alicerce, como nos diz a Palavra de Deus na Carta aos Hebreus: “A fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê.” Hb 11, 1.


Esta certeza a respeito das coisas que não vemos, mas mesmo assim acreditamos, nós chamamos de fé que é o “combustível” de nossa esperança.


MAS, PORQUE NOS PREOCUPAMOS TANTO?


As nossas preocupações são decorrentes de nossos projetos humanos, de nossas aspirações, de nossos desejos e sonhos que tememos não ser realizados, ou então, são causadas pelo zelo que temos por nossos entes queridos, pelos bens que já possuímos e tememos perde-los, pelo futuro que nos é desconhecido, pelas ameaças externas que nos apavoram, pela violência que grassa pelo mundo afora e por tantas outras causas exteriores, diante das quais nos sentimos vulneráveis e impotentes. Elas são frutos de nossos pensamentos, de projeções negativas futuras de fatos ruins que tememos que possam advir em nossas vidas como: a pobreza, o desemprego, o desalento, a perda de alguém que amamos muito, a solidão, as doenças, a morte e tantas outras coisas nefastas que tememos que possam acontecer conosco no futuro.


As preocupações nos atormentam e nos fazem perder o ânimo, a coragem e o destemor. Para combatê-las devemos nos recordar da promessa divina que nos diz: “Auxilio, todavia, o homem atormentado e humilhado; venho reanimar os humildes, e levantar os ânimos abatidos.” Is 57, 15.


Preocupar-se nada mais é do que ocupar-se precocemente de fatos futuros que nem sabemos se realmente acontecerão! Logo, nossas preocupações são vãs e inócuas porque não têm o poder de alterar em nada a situação que ora nos preocupa, pois a mesma é apenas, como eu já disse, uma projeção futura, criada por nossos pensamentos negativos ou pelo nosso pessimismo.


Frente a isso, ouçamos a Palavra de Deus que nos diz objetivamente: “Pois os meus pensamentos não são os vossos, e vosso modo de agir não é o meu, diz o Senhor; mas tanto quanto o céu domina a terra, tanto é superior à vossa, a minha conduta, e meus pensamentos ultrapassam os vossos.” Is 55 8 – 9.


A vontade soberana, correta, firme e salutar para nós que está no coração de Deus, nem sempre coincide com a nossa vontade humana, frágil, efêmera e, muitas vezes, caprichosa. Nossos desejos, nem sempre, fazem parte do plano que Deus tem para cada um de nós. Os desejos humanos são fruto de modismos, da propaganda, de nossos caprichos, de nossa teimosia, de nossas vaidades e do orgulho que deixamos crescer em nossos corações. Porém, se temos fé e esperança, mesmo que nossos desejos humanos não se realizem nesta vida, não devemos nos preocupar porque os desígnios que Deus tem para cada um de nós são bem melhores e mais benéficos para nós.


Se temos esperança e confiamos nisso, nos entregamos nos braços de Deus que nos garante: “Bem conheço os desígnios que mantenho para convosco – oráculo do Senhor – desígnios de prosperidade e não de calamidade, de vos garantir um futuro e uma esperança!” Jr 29, 11. Logo, diante desta promessa divina tão explícita, não há motivos para nos preocuparmos. Devemos sim, como eu disse na abertura desta reflexão, trocar as nossas preocupações pela esperança em Deus e, pacientemente, esperar o momento em que Ele intervirá em nossas vidas, transformando-as para melhor, como o Pai mesmo nos promete por esta Palavra: “O que disse executarei; o que concebi realizarei. Escutai-me. homens desanimados, que vos julgais longe da Salvação! Faço aproximar-se a Salvação que prometi; ela não está longe: e a libertação que predisse não tardará.” Is 46,12 – 13.


NOSSA SALVAÇÃO: A MAIOR DE TODAS AS PROMESSAS DE DEUS!


“Nenhum ouvido ouviu, olho algum viu outro deus salvar assim aqueles que contam com Ele.” Is 64, 4. Esta promessa de Deus proferida por Isaías é a nossa certeza de que estamos no caminho certo: o nosso Deus é um Deus que nos salva da morte e nos garante a vida eterna ao Seu lado, livre das dores e tribulações deste mundo. Esta é a certeza do cristão, a razão de sua fé, o motivo de sua esperança que combate toda e qualquer preocupação, principalmente nossa preocupação com a morte. Disse Jesus à Marta, irmã de Lázaro (que Ele ressuscitou trazendo-o de volta a este mundo): “Todo aquele que vive e crê em mim, jamais morrerá.” Jo 11, 26.


A certeza da ressurreição para a vida eterna nos foi alcançada por Jesus, o nosso Salvador. Deus O prometeu aos israelitas desde que Abraão O reconheceu como o único e verdadeiro Deus, em um tempo em que se cultuavam inúmeros falsos deuses entre os povos da terra. O Salvador prometido e anunciado pelos patriarcas hebreus e pelos profetas nasceu (conforme as profecias) em Belém e morreu crucificado em Jerusalém para nos libertar de toda culpa e nos abrir as portas do céu. Isaías assim já profetizava 700 anos antes do nascimento de Jesus (portanto, há mais de 2700 anos): “Eis o Deus que me salva, tenho confiança e nada temo, porque minha força e meu canto é o Senhor, e Ele foi o meu Salvador.” Is 12, 2.


Isaías, Jeremias, Ezequiel, Daniel, Oséias, Amós e todos os profetas hebreus falaram aos israelitas e a toda a humanidade em nome de Deus, por isso, antes de profetizarem eles diziam: Oráculo do Senhor sinalizando que aquelas palavras por eles proferidas provinham de Javé: o único e verdadeiro Deus em quem podemos confiar sempre.


Ele mesmo dá testemunho de Si por meio deste oráculo proferido por Isaías: “A verdade sai de minha boca, minha palavra jamais será revogada!” Is 45,23. Além disso, Deus confirma todas estas promessas que eu relembrei nesta reflexão (e todas as demais que estão registradas no Antigo e no Novo Testamento), ditas por Seus profetas e por Jesus quando afirma: “Mantenho a palavra de meus servos, cumpro o que predizem os meus enviados (os profetas que antecederam a Jesus).” Is 44,26. Diante de tudo isso eu decidi que em 2011 (e convido você também a fazê-lo) vou trocar as minhas vãs preocupações mundanas pela esperança que devo alimentar, dia a dia, por meio da leitura e introspecção da Palavra e das promessas de Deus, transformando assim radicalmente a minha vida, assumindo o lema: “Não somos, absolutamente, de perder o ânimo para nossa ruína (com as nossas vãs preocupações), somos de manter a fé para a nossa salvação (por meio de nossa firme e inabalável esperança em Deus)!” Hb 10,39, por que: quaisquer que forem as circunstâncias por mim vividas neste novo ano, garante-me o Senhor: “Pois eu o Senhor, teu Deus; eu te seguro pela mão e te digo: Nada temas, eu venho em teu auxílio.” Is 41, 13.


Fonte: Antonio Miguel Kater Filho

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