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10.Fev - Dom Mário: Francisco pede comunhão sinodal e proximidade
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Dom Mário: Francisco pede comunhão sinodal e proximidade

Padre Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1


“Uma visita de agradecimento e também de relatar para os Prefeitos e assessores de dicastérios os últimos quatro anos da Igreja no Brasil, sobretudo da atuação da Presidência juntamente com o episcopado brasileiro”, afirmou Dom Mário Antônio da Silva, que insistiu em que “não foi uma prestação de contas, mas foi uma partilha muito fraterna”, e mesmo com o frio enfrentado em Roma, num ambiente “muito caloroso, de muita receptividade”.


Um momento de “muita acolhida, inclusive até um pouco de expectativa dos dicastérios, tendo em vista o momento eclesial do processo sinodal e tendo em vista também o momento social brasileiro, seja nas questões políticas, também nas questões sociais” destaca o 2º Vice-presidente do episcopado brasileiro. Ele vê na presença dos assessores e assessoras, “uma valorização dos leigos e leigas, da Vida Consagrada, dos demais ministros ordenados que se ocupam do serviço da CNBB”.


No último dia da visita foi celebrada a Eucaristia junto ao túmulo de São Pedro, um momento que o Arcebispo de Cuiabá define como “reconhecimento e gratidão da Presidência em nome do episcopado aos assessores, em comunhão com toda a Igreja no Brasil”.


Da audiência com o Papa, a quem Dom Mário Antônio define como “sempre muito paterno, mais ao mesmo tempo deixando espaço para a fraternidade e conversando conosco de irmão para irmão”, o 2º Vice-presidente da CNBB destaca “toda a preocupação da Igreja no momento com as questões do Sínodo e evidentemente tudo aquilo que circunda a nossa vida como cristãos e como cidadãos”. Segundo ele, “o Papa sempre muito preocupado em acompanhar cada momento da vida da Igreja em todos os países e mormente no Brasil, onde ele tem um grande conhecimento e tem realmente uma predileção tendo em vista a Igreja na Amazônia”.


“O Papa Francisco, ele reconhece e agradece a comunhão da Igreja no Brasil a ele”, segundo Dom Mário Antônio da Silva, insistindo em que “a comunhão é mais do que uma admiração, é uma adesão aos seus ensinamentos e a suas propostas”. Um Papa “como sempre, muito atento na escuta, no discernimento para que o diálogo seja frutuoso, pediu de nós a responsabilidade, a corresponsabilidade de perseverar na comunhão e numa atuação sempre ascendente daquilo que a proposta do Sínodo para este momento ainda preparatório”.


Também foi insistido pelo Santo Padre a necessidade da proximidade, “proximidade com Deus, proximidade entre nós Bispos, proximidade com o clero e Vida Consagrada, e uma proximidade exemplar com os cristãos leigos e leigas, mormente com aqueles que mais sofrem e com aqueles que por uma ocasião ou outra, talvez estejam afastados de nós”, destaco o Arcebispo de Cuiabá. Junto com isso, a recomendação clara e objetiva na “atuação junto aos nossos seminários, junto às comunidades eclesiais, fazendo com que a espiritualidade seja profunda, a vida comunitária bastante séria, saudável, através de uma missionariedade e uma pastoralidade que gere frutos e que sobretudo visibilize as bem-aventuranças do Evangelho”, enfatizou Dom Mário Antônio.


Nos dicastérios, a Presidência da CNBB e seus assessores, puderam ouvir “as indicações para melhor atuação pastoral, missionária, também litúrgica na nossa Igreja, tanto no campo bíblico, litúrgico, como no campo pastoral, vocacional”, segundo o Arcebispo. Um momento que ele define como “uma experiência que nos faz crescer como pastores e ainda estarmos mais unidos e apaixonados pela Igreja no Brasil, na atuação que é prevista nas Diretrizes para a Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil”.


Uma visita que foi oportunidade para levar a Roma “o essencial da Igreja do Brasil para o coração do Papa e também de todos os dicastérios que sempre estão atentos para o melhor prosseguimento da Igreja, seja no Brasil, seja em todo lugar”, fazendo assim crescer o “compromisso para com aquilo que já temos diante de nossos propósitos e propostas da Igreja para o Brasil”.


Uma visita que acontece pouco antes de encerrar o quatriênio como Presidência da CNBB, algo que é visto por Dom Mário Antônio como “um dom de Deus que a gente agradece a toda a Igreja no Brasil pela comunhão e espírito de oração e adesão para conosco”. Reconhecendo “divergências e obstáculos que já enfrentamos e que certamente serão ainda enfrentados um longo tempo no Brasil infelizmente”, o 2º Vice-presidente da CNBB insiste em que “o saldo é muito positivo, de saber que nosso episcopado, mesmo na diversidade, comunga de uma união, de um consenso naquilo que a Presidência tem oferecido de textos e de atividades para toda nossa Igreja”.


No decorrer da atual Presidência, o Arcebispo de Cuiabá destaca que “diálogo e comunhão, essa foi sempre uma grande preocupação nossa, porque o diálogo se faz entre diferentes, e até mesmo entre aqueles que divergem as opiniões buscando um consenso que vai gerar uma comunhão, senão absoluta, pelo menos num consenso de objetivo comum. Isso foi nosso esforço durante os últimos quatro anos”.


Igualmente destaca como positivo a comunicação, afirmando que “não obstante várias questões ainda em andamento, a Presidência da CNBB procurou ser ágil na comunicação, até mesmo às vezes se antecipando em algumas questões que pudessem ocasionar rupturas entre o episcopado, sobretudo na atuação da Igreja neste momento eclesial e político vivenciado pelo Brasil nos últimos dois, três anos, e agora neste ano 2023”.


Dom Mário Antônio da Silva ressalta a grande preocupação com a gestão, “que não é apenas econômica, mas que também se preocupa com as pessoas, não só os assessores, mas todos aqueles que estão direta ou indiretamente envolvidos com as atividades da nossa Conferência, indo além dos membros da Presidência”. Por isso, apesar das divergências, insiste em que “nós estamos vivendo um momento de comunhão, em preparação da próxima Assembleia Geral, que será eletiva, em abril em Aparecida (SP)”.


Diante das expectativas, o 2º Vice-presidente reconhece que “nós da Presidência temos aí a gratidão de poder estar encerrando um quatriênio de maneira muito responsável e corresponsável com a Igreja no Brasil, com a participação e atuação dos assessores, inclusive mulheres e homens, cristãos leigos e leigas atuando conosco”.


Diante da comemoração dos 70 anos de serviço da Igreja no Brasil da CNBB, esperando que a caminhada continue sendo “muito frutuosa, com participação e responsabilidade primeiramente de todos nós Bispos e de todos os cristãos no nosso Brasil”, Dom Mário Antônio tem a “esperança que a nova Presidência possa prosseguir no âmbito das perspectivas indicadas, começadas e até mesmo que nós optamos em continuar tendo em vista as presidências anteriores”. 











Fonte: Vatican News

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